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Última atividade: 28 Out, 2010

Autismo – Educação do Futuro

“Até hoje não há cura para as Perturbações do Espectro do Autismo (PEA). Apesar disso, felizmente, sabemos que uma abordagem educacional apropriada, ao longo da vida, apoio às famílias e aos profissionais, e a existência de serviços de grande qualidade na comunidade, podem melhorar significativamente a vida das pessoas com PEA e suas famílias.”
(Autism-Europe, 2008 Pessoas com Perturbações do Espectro do Autismo, Identificação, Compreensão, Intervenção)

Há hoje orientações de boas práticas que apontam para estratégias consensuais que provaram ser as adequadas à educação das pessoas com PEA:

Educação – o mais precoce possível, com especial atenção ao desenvolvimento social, comunicação, ao desenvolvimento escolar e comportamental, fornecida num ambiente o menos restritivo possível por pessoal com conhecimento e compreensão tanto do autismo como do próprio aluno;
Apoio na comunidade – Abrangência de todos os serviços necessários de modo a ajudar cada indivíduo a desenvolver o seu próprio potencial e os objectivos de vida.
Apoio na área da saúde – Acesso a uma gama completa de tratamentos e terapias que respondam às suas necessidades específicas.

Cada indivíduo com autismo é um indivíduo diferente

Individualização: Não há um único tratamento ou terapia que seja igualmente eficaz para todas as pessoas com PEA. A diversidade no espectro assim como as competências, interesses, a visão da vida e circunstâncias individuais exigem uma personalização. É o Plano individual de atendimento que vai definir o que deve ser escolhido e adaptado para aquele indivíduo.
Estruturação: O ambiente deve ser adaptado para optimizar a participação de cada indivíduo, oferecendo vários graus de previsibilidade e de estabilidade, meios mais eficazes de comunicação, estabelecimento de objectivos claros a curto e a longo termo. Monitorização e avaliação dos resultados dos métodos escolhidos para o cumprimento destes objectivos.
Frequência e generalização: as intervenções não devem ser praticadas esporadicamente ou a curto termo, mas aplicadas de uma maneira sistemática e numa base diária, em sítios diferentes, e por todos os que vivem e trabalham com a pessoa com autismo. Isto assegura que as competências adquiridas em contextos mais estruturados se podem manter nas situações da vida real. As pessoas responsáveis por realizar a intervenção devem igualmente poder beneficiar do apoio e da orientação de profissionais com especialização em PEA.
Participação da família: durante toda a vida. Os pais devem ser reconhecidos, valorizados e apoiados como elementos-chave de todo o programa de intervenção. A informação, a formação e o apoio, sempre integrados no contexto dos valores familiares e cultura, devem ser o denominador comum de toda a intervenção profissional.

Isabel Cottinelli Telmo, Presidente da Federação Portuguesa do Autismo
http://www.appda-lisboa.org.pt/federacao/

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